• Observatorio Social da Covid-19

Saúde mental abalou nesse um ano de pandemia que completou.

Atualizado: Fev 26


Muito longe daqui naquele país populoso, ouviam –se, os rumores de muitas mortes de um povo.

Ninguém sabia ao certo o que estava ocorrendo com tanta doença na mesma localização, e os chineses de Wuhan achavam que era uma loucura ou maldição.

Mas um certo organismo que conhecido por Organização Mundial de Saúde, espantada descobre o problema que tinha ligação com a nossa respiração.

Era Sars Covid 19 o nome a ele dado, mas um vírus de letalidade nesse planeta já havia habitado.

Quando as mulheres e os homens da saúde falaram que o problema não era só na China, deram alerta ao mundo, precaver e isolar seria nossa ação e pratica que se destina.

Deveríamos estar longe uns dos outros, distanciados e em isolamento social, fique em casa era a frase do momento, nossas praticas de higiene seriam usadas sem igual.

Foi uma completa confusão em nossas mentes , cabeças, muitos correram a acumular mascaras e álcool em gel, antes que um de seus entes pereça.

O mundo mobilizado com pessoas a proteger uma vez que o Coronavírus veio para matar e se satisfazer.

A política ficou rodada e os de compromisso surgiram, tentaram de tudo abraçar o pedido de fique em casa pois esse vírus é um perigo.

Ele encastela nas coisas, em chaves, corrimões atacando sem piedade e ampliando moribundos em muitas nações.

Desses moribundos que sofrem e estando por aqui, precisarão de muito cuidado e leitos de CTI.

Mas esse artigo de luxo, não tinha nos hospitais e os governos não previam uma catástrofe como essa provocaria um colapso no Sistema e cortaram verbas demais.

Mas o vírus impiedoso que não escolhe sexo ou condição em que se vive, já vinha se alastrando e infectando e todos pedindo Deus me livre.

Sim o nosso patrimônio imaterial da humanidade, e viu na berlinda, o SUS conquista social a qual fiz parte, se encontrava se sucateado e por várias ações que se infinda.

Asfixiaram o Sistema descalçando seu alicerce, tiraram recursos e ações e a atenção sempre padece.

Padecendo nessa vida sem leitos e sequer estrutura, o povo assiste inerte a mídia ampliando a loucura.

Para atrapalhar ainda mais, aqui onde moro Belo Horizonte capital, a gestão estadual fechou leitos na psiquiatria para montar um hospital de campanha sem igual.

Esse Hospital de campanha nos moldes da guerra e do modelo militar, emparelharia vários leitos pensando ao vírus eliminar.

Buscaram com ousadia financiar os entes privados, mesmo público que eram achavam que nossos recursos poderiam ir para o ralo e serem desvalorizados.

Queriam que a Policia do Estado assumisse com sua fundação e o povo que se dane nesse momento de aflição.

Reformularam com rapidez um monte de pavilhão do Expominas na região Gameleira, Coronavírus era motivo a tudo de errado e de muita bandalheira.

Usaram como argumento à atenção psiquiátrica obsoleta, e sem destino, fecharam a atenção no Galba Veloso e pacientes transferidos para outro local com tamanho desatino.

Não ouviram trabalhadores, desperdiçaram recursos, aprontaram como quiseram e nossa comunidade perdendo os impulsos.

Meteram os és pelas mãos impondo tudo que queriam, mas o vírus continuava andado e assolando e no esgoto reproduzindo.

Teve muita sensibilidade de onde estou Academia com vários pesquisadores buscando solucionar a normalidade do nosso dia a dia.

Aquela balbúrdia falada em nada correspondia descoberta da vacina era a prioridade no momento e todas as instituições federais, mesmo insatisfeitas com o comando atuou.

Mas a gestão estadual achando que sua opinião prevalecia, perdeu no discurso e na razão e sua privatização se esvaia.

Gastaram muito recurso parecendo o Sucupira de o Bem Amado, mas nenhuma pessoa foi pra lá, deixando o hospital de campanha sem utilidade e que foi desativado sem ser inaugurado.

Assim eu retorno a pauta do alcance desse vírus inconseqüente, que tem no Brasil aliado responsável pela morte de muita gente.

Superamos a cifra dos duzentos e trinta mil que se foram, poderiam estar aqui, mas o Coronavírus de gripezinha fez o país ruir.

Vírus que politizado virou peça de campanha política, disputas para daqui a uns anos, tratamento precoce era a imposição de medicamento sem evidencias e muita crítica.

Inventou a cloroquina e outras drogas placebo, tentaram mostrar que era simples, parecia o Doutor Quevedo.

Criticou o isolamento, mas buscou brasileiros em Wuhã achando que a quarentena sozinha deixava a pessoa sã.

Com tudo isso bagunçaram a mente de gente de bem, uns procurando remédio, pois no tempo vacina não tem.

Chegamos a tempos sombrios de ameaças e retirada de auxilio, aqueles que precisavam pareciam estar na fila do exílio.

Exílio planejado no virtual e nas filas da Caixa, proliferando esse vírus, que se expandiu arrasando a terra baixa.

Assim pergunto a todas e a todos, como viver de forma tranqüila na vida se a confusão generalizada causada por um vírus que aqui desfila.

Minha mente atordoada já perdeu noção de calendário, e daí diz o presidente, não é coveiro e sim salafrário.

Daí vem uma disputa de quem nega a quem quer fazer, negação presidencial contra aqueles que também governam o ser.

Falo tanto dos Prefeitos e prefeitas bem como dos governadores, que fecharam comércio não essencial fechando a trincheira aos dissabores.

Foram muito atacados, até parecia uma sina, um mito que pouco sabe dos alcances e benefícios de uma vacina.

Achava que é coisa da esquerda ou do comunismo que lhe na mente persegue, preferiu achar natural a morte, que corrigir sua mente e a do jegue.

Depois de vencido socialmente e ter expelido bravata esse cara que ta todo dia no chiqueirinho no Esplanada, resolve agir ainda que sociopata.

Mesmo achando que os pesquisadores agiam como esquerdopata, já percebia que todos eles agiam de forma democrata.

Queriam vacina em massa certificada pela Anvisa, proteger a população de uma situação que anuncia, valorizando a pesquisa.

Brigou com seus ministros na saúde, impôs um soldado sem zelo, ministro atrapalhado que se chama Pazzuelo.

Esse senhor excludente não sabe ao povo tratar, resolveu impor uma regra e ao indígena da vacina afastar.

Inventou regra própria e machista e uma visão da logística, definiu que só toma vacina o indígena que vive na aldeia e que tem terra homologada na estatística.

Dessa forma deixou descoberto todos os indígenas da terra pindorâmica, que estão em contexto urbano e nas cidades vivendo na sua dinâmica.

Mas indígena é indígena onde estiver, dessa originalidade não abriu mão, se auto-reconhecem e vivem num outro estilo de nação.

Isso tudo confunde gente e deixa os em norte e sem rumo, acarretando afetamento na mente e despertando medicação excessiva em consumo.

Mas somos originários e temos nossas práticas tradicionais, aliando as praticas integrativas no SUS e divulgando a vacina que só bem nos faz e vidas sempre conduz.

Ninguém aqui perguntou quem fabricou as outras vacinas, apenas o gado oscilante que defende a aplicação governamental do mito as carnificinas.

Vou saindo desse texto falando em saúde mental pois aqui excluíram residências terapêuticas e só no grito que se corrigiu esse mal.

Vacinaram as comunidades privadas e a fila foi bastante furada, oportunismo explicito numa população prejudicada.

Mas não ficará nisso sempre num país de pessoas expressivas, esse Coronavirus apagará com a descoberta da ciência e o mundo terá um normal de volta em sapiência.

A nossa academia tão estilhaçada e sem recursos, mostrando que tem esperança, nesse mundo de todos vivendo feliz e na bonança.


Eni Carajá Filho – Mestre em Cultura Popular de Belo Horizonte Graduando em Antropologia Social - UFMG

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