• Observatorio Social da Covid-19

Minas Gerais e COVID-19: histórico epidemiológico de março a agosto

Atualmente (agosto de 2020) o estado de Minas Gerais ocupa o quinto lugar entre os estados com maior número de casos de COVID-19. O primeiro é o estado de São Paulo seguido por Bahia, Rio de Janeiro e Ceará respectivamente.

O primeiro caso confirmado de COVID-19 em Minas Gerais foi registrado no dia 08 de março na cidade de Divinópolis. Segundo o boletim informativo divulgado pela Secretaria de Saúde, já naquela data o estado tinha 161 casos sob investigação. Algumas pessoas apresentavam os sintomas, porém, não tinham sido submetidas ao teste que pudesse confirmar a contaminação com o novo coronavírus. Quatorze dias depois (23/03), o mesmo boletim informava que já havia 128 casos confirmados e 7.766 sob suspeita. O primeiro óbito confirmado foi notificado do dia 30 de março em Belo Horizonte.

Apesar de o primeiro caso no estado ter sido notificado em uma cidade que não a capital, seguindo a tendência dos outros estados é Belo Horizonte que apresenta maior número de casos, bem como os municípios mais populosos e considerados pólos urbanos em toda extensão do estado apresentam um ritmo de disseminação e contaminação da doença parecidos.

Na animação podemos acompanhar a evolução dos números de casos em todo o estado, de 08 de março até 11 de agosto.


Elaboração: Igor José Lima

Vemos que as regiões Metropolitanas de Belo Horizonte, região do Vale do Rio Doce próximo a Ipatinga e Triângulo Mineiro próximo a Uberlândia, apresentam maiores números de casos. No entanto, ao olharmos apenas os números absolutos temos a impressão que as outras regiões do estado não foram tão afetadas pela contaminação por COVID 19, por isso devemos observar a proporção dos casos conforme o número de habitantes.

A animação a seguir mostra, então, a progressão temporal da densidade da proporção de casos confirmados por 100 mil habitantes, no mesmo período.


Elaboração: Igor José Lima

Na animação com o avançar das datas, as regiões apresentam mudança na coloração - do mais claro para o mais escuro - conforme a densidade da proporção dos números de casos aumentam. Essa proporção diz respeito à razão entre números casos do município a cada 100 mil habitantes. Em outras palavras, observamos a mudança da intensidade das cores conforme a proporção de casos do município aumentam.

Podemos perceber que as regiões mais próximas as capitais regionais apresentam maior densidade de casos. Sul de Minas, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Triângulo Mineiro e Jequitinhonha são as regiões em que podemos observar maior densidade. Nota-se um padrão nas regiões próximas às fronteiras do estado, especialmente as fronteiras com estado de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na próxima animação vemos a variação da média móvel da densidade da proporção de casos por 100 mil habitantes. A média móvel é o indicador obtido pelo cálculo da média do número de casos nos últimos 7 dias, feito a cada dia. Com ela podemos observar de forma mais aproximada a realidade, qual é a velocidade de propagação da doença.


Elaboração: Igor José Lima

A seguir analisamos o avanço da COVID-19 na capital mineira.

No dia 17 de março de 2020, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD) anunciou uma série de medidas para conter o avanço epidemiológico do COVID-19 na cidade, dentre as quais a suspensão das aulas nos estabelecimentos de ensino infantil e fechamento dos parques públicos.

Na capital mineira, o primeiro informe epidemiológico remonta à data de 20 de abril, quando a cidade já havia registrado, até aquela data, oito óbitos, dentre 398 casos confirmados, segundo boletim estadual (MINAS GERAIS, 2020). Nessa data, apenas no estado, havia 1.189 casos confirmados e distribuídos entre 133 cidades do Estado. As três cidades que registraram maior número de casos foram, em ordem decrescente, Belo Horizonte (região Central, 452 casos e 8 óbitos), seguido de Divinópolis (região Oeste de Minas, 38 casos e uma morte) e Contagem (região Central, 36 casos sem óbito).

O primeiro caso confirmado de coronavírus no estado de Minas Gerais ocorreu na data de 08 de março, em exame homologado pela Fiocruz, em uma mulher de 47 anos, da cidade de Divinópolis e com histórico de viagem para a Europa e retorno ao país no início de março. No dia 05 de março, a mulher apresentou sintomas de mialgia e coriza e manteve-se em isolamento domiciliar. O primeiro caso confirmado de coronavírus em Belo Horizonte foi registrado um dia antes, em uma mulher de 34 anos. Nessa data, havia 52 casos suspeitos de infecção humana pelo coronavírus.

A evolução dos casos na capital seguiu um ritmo constante até a primeira semana de junho, logo após a reabertura do comércio pelo decreto nº 17.361, de 22 de maio de 2020. A partir da décima nona semana epidemiológica, os casos na capital começaram a crescer vertiginosamente, alcançando o pico epidemiológico na semana entre 27/06 e 02/07.

O boletim epidemiológico de Minas Gerais de hoje aponta para um total de 883 municípios com registro da doença, 197.025 casos. Ou seja, todos os municípios do estado tiveram confirmação de casos de COVID - 19. A capital mineira contabiliza hoje 883 casos confirmados; 739 casos descartados e 70 casos em investigação.


Bárbara Monteiro de Barros da Gama Diego Macedo Igor José Lima

Ludmila Beatriz Martins de Freitas

Rafael Cerqueira Pinheiro


Fontes:

Secretária Municipal de Saúde

Secretaria de estado de saúde de Minas Gerais

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